15 Mai, 20

Quando pensamos em comprar um imóvel, um dos primeiros questionamentos é como vamos pagar e as taxas de juros, não é mesmo!? Principalmente quando o assunto é parcelar o valor. Sabemos que quando vamos fazer um financiamento imobiliário, alguns fatores econômicos influenciam diretamente no valor final do imóvel. Por isso, é extremamente importante entender e saber por qual vamos optar nesse momento. Então, IPCA ou TR: como escolher o índice de financiamento do imóvel?

Quando financiamos o imóvel, o valor sofre correções que podem se basear na Taxa Referencial (TR) e no Índice de preços ao consumidor amplo (IPCA). Em geral, cada contrato precisa de uma correção que seja adaptada, de forma positiva para o comprador, e que não gere volumes acumulados de juros.

Quanto mais você entende sobre esses índices, melhor consegue determinar e decidir, junto à instituição financeira, o que pode ser melhor para o seu contrato. Além disso, você consegue calcular, realmente, quanto pagará por aquele imóvel ao final das parcelas. Para facilitar essa etapa, preparamos um conteúdo para te ajudar na escolha do índice do financiamento do seu apartamento. Será TR ou IPCA?

Confira!

Taxa referencial ou IPCA?

A Taxa Referencial, ou TR, é um índice de correção para cálculo de rendimentos em investimentos como imóveis, por exemplo. Esta taxa também é utilizada para a aplicação de base de juros.

É importante frisar que nem todos os investimentos imobiliários sofrem impactos causados pela IR, sendo aplicado apenas em parcelamentos que são inseridos no Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Essa variação deve ser analisada junto ao responsável pelo contrato e da sua negociação junto com a credora.

Já a IPCA, Índice de preços ao consumidor amplo, é a medida oficial da inflação. Com ela, todas as alterações em movimentações financeiras são avaliadas e medidas, podendo se entender qual a melhor e de que forma deve-se ser investido e aplicado. Ela também auxilia na fixação dos valores das parcelas em financiamentos, já que entende e pondera qual foi a variação do mercado, podendo até mesmo tornar as parcelas mais acessíveis.

Em um gráfico de fácil leitura disponibilizado pela Caixa Econômica Federal, podemos entender esses dois medidores de correção, de forma mais tranquila, quando aplicadas em um financiamento. Veja o comparativo:

 

Principais Características por Fator de Correção ​ ​

Atributos

IPCA

TR

Taxas de Juros

De 2,95% a 4,95% ao ano                      

De 8,5% a 9,75% ao ano  

Modalidades de Financiamento

Residencial: Aquisição de Imóvel Novo ou Usado

Imóvel Residencial: Aquisição de Imóvel Novo ou Usado, Compra de Terreno e Construção, Reforma e Ampliação.

Imóvel Comercial

Uso do FGTS      

Sim, pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH)

Sim, pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH)

Linhas de Financiamento

Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e Sistema Financeiro Imobiliário (SFI)

Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e Sistema Financeiro Imobiliário (SFI)

Pontos de Atenção 

Aumento da Inflação                 

Aumento da TR

Atualização do Saldo Devedor     

Mensal

Mensal

Sistemas de Amortização 

PRICE e SAC    

PRICE e SAC    

Prazo de pagamento 

Até 360 meses

Até 420 meses

Fonte:
https://www.caixa.gov.br/voce/habitacao/financiamento-de-imoveis/Paginas/default.aspx#comparativo-TR-IPCA


Uma segunda forma de avaliar a variação no valor das parcelas, segundo a adaptação desses dois corretores financeiros, é através de um gráfico simplificado, também disponibilizado pela própria Caixa Econômica.

Nele é possível perceber que os contratos de financiamento possuem variação no valor das prestações e no saldo devedor, tanto em contratos optantes pela TR, quanto em contratos optantes pelo IPCA.



 

Saldo devedor

O saldo devedor pode ter seu período de pagamento estendido, dependendo de cada modalidade de contrato. Vale alertar que, levando-se em consideração os índices atuais (da TR e do IPCA), em contratos com sistema de amortização SAC, o valor do saldo devedor tem uma redução mais acelerada, no caso da TR.

Porém, mesmo com essa informação inicial, é importante o contato com o financiador para que haja um acordo nas maneiras de finalizar os pagamentos, afinal, cada contrato é diferente.

Valor da prestação

Em outra análise, os índices atuais da TR e do IPCA em contratos com sistema de amortização SAC, o valor da prestação diminui com o passar do tempo, quando utilizado a TR.

Já o IPCA, as prestações aumentam, uma vez que sofre a mesma correção do índice aplicada ao saldo. No segundo caso, o saldo devedor é corrigido mensalmente na data de vencimento das prestações, alterando o seu valor mensal de acordo com o fator de correção. 

Vantagem de cada taxa: TR e IPCA

Se precisamos conversar sobre vantagens óbvias das taxas, como já demostradas através dos gráficos acima, poderíamos delimitar das seguintes maneiras:

·        - Para os contratos corrigidos pela TR, a vantagem é a previsibilidade da prestação que ela oferece, já que a parcela será praticamente a mesma em todos os meses contratados. Não sendo corrigido pela inflação geral.

·        - Porém, através da IPCA, a taxa de juros é bem mais baixa. Porém, as parcelas não serão fixas e poderão sofrer alterações de acordo com as variações dos juros e das movimentações da bolsa.

É importante entender que a melhor opção sempre é aquela que se adéqua ao seu perfil.

No momento de financiar o saldo devedor de seu apartamento, fique atento às taxas oferecidas pelos bancos e escolha a opção de correção que melhor se enquadra no seu orçamento, levando em consideração o prazo de comprometimento de sua renda.

Dessa maneira, você consegue estabilizar sua renda, adequar o financiamento ao que é mais fácil para você e garantir maior estabilidade em suas movimentações financeiras.


Gostou do conteúdo? Como entende que essas taxas poderiam modificar os formatos de financiamentos atuais? Compartilhe e continue acompanhando nosso blog! 



Categorias: Investimento

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