11 Dez, 19

Seja no início ou no final do mês, quem mora em apartamento sabe que a taxa de condomínio vai chegar. Tão temida quanto o dia em que ela chegará também é o valor que será cobrado. Diversos dramas para a mesma situação de todos os meses. Mas você sabia que existem formas de calcular o valor da taxa de condomínio e entender o que é cobrado, o que pode ou não ser debitado no valor e ainda fiscalizar para onde está indo esses investimentos?

Neste artigo, vamos explicar os tipos de despesas cobradas na taxa de condomínio de um apartamento e tratar da importância do fundo de reserva. Além de trazer algumas dicas de como diminuir esses valores.

 

O valor do condomínio

A taxa de condomínio é calculada após a soma de todos os gastos que envolvem a manutenção do edifício, podendo ser realizado de duas formas diferentes para cada morador: por unidade ou por fração ideal.

  • Por Unidade: Neste caso, a taxa de condomínio é igual para todos os condôminos, dividindo-se as despesas totais pela quantidade de unidades do edifício.
  • Por Fração Ideal: Nesta forma de cálculo, o valor das despesas atribuído a cada unidade deve ser diretamente proporcional à metragem de cada imóvel. Esta metragem se encontra na matrícula ou na escritura do imóvel.


O que é cobrado no valor da taxa de condomínio?

Os tipos de despesas que compõem a taxa de condomínio são duas: despesas ordinárias e despesas extraordinárias.

Despesas Ordinárias: As despesas ordinárias estão relacionadas aos gastos do dia a dia de um condomínio. São despesas que ocorrem com frequência regular e não sofrem variações significativas, por isto é possível estimar qual será seu valor ao longo do ano. As despesas ordinárias são:

  • Contas de água, energia, gás e seguros;
  • Salários de funcionários do edifício (porteiros, zeladores, faxineiros, etc);
  • Manutenção de elevadores;
  • Materiais de limpeza;
  • Taxas bancárias e da administradora, quando é o caso. 
Despesas Extraordinárias: As despesas extraordinárias estão relacionadas aos gastos com episódios que não acontecem com frequência do condomínio. São despesas que podem suceder por conta de imprevistos ou para realizar melhorias no edifício, como:

  • Pinturas na fachada ou em áreas comuns;
  • Troca de peças de elevadores;
  • Instalação de sistemas de segurança;
  • Compra de móveis e decorações para áreas comuns;
  • Indenizações trabalhistas;
  • Reformas nas áreas comuns; entre outros.

E o fundo de reserva, o que é?

O fundo de reserva é uma espécie de poupança que os condomínios acumulam, cuja principal destinação é garantir a continuidade e o bom funcionamento do condomínio em caso de despesas imprevistas e emergenciais, além de acumular recursos para viabilizar a execução de reformas futuras, por exemplo. Trata-se de uma economia realizada de forma preventiva, para que as despesas emergenciais do condomínio não comprometas as finanças dos condôminos.

Manter um fundo de reserva não é uma obrigação do condomínio, mas é bastante comum que isso aconteça, pois ajuda na sua administração. Para a formação deste fundo, geralmente, é recolhido um valor entre 5% e 10% da taxa condominial.

 

Como deve ser utilizado o fundo de reserva?

Devem-se estabelecer as regras do uso do fundo de reserva na convenção do condomínio. Geralmente é necessário que os condôminos aprovem sua utilização em assembleia. Contudo, em situações extremas, o síndico pode utilizá-lo, justificando posteriormente o seu emprego.

O fundo de reserva deve ser utilizado, prioritariamente, nas chamadas despesas extraordinárias. Entretanto, pode ser utilizado, emergencialmente, para pagamento das despesas ordinárias do condomínio.

 

Se meu apartamento estiver locado, de quem é a responsabilidade pelo pagamento do condomínio?

A Lei 8245/91, a Lei do Inquilinato, em seu artigo 23, item XII, determina que “O locatário é obrigado a: ...pagar as despesas ordinárias de condomínio”. A responsabilidade pelo pagamento das despesas extraordinárias é do locador. Assim sendo, cabe ao locador arcar com o pagamento do fundo de reserva (Art.22, item X da Lei 8245/91), pois seu foco são as despesas extraordinárias. A única exceção é quando esse valor é usado, emergencialmente, para pagamento de despesas ordinárias.


É possível reduzir a taxa de condomínio?

Algumas vezes o valor da taxa de condomínio traz uma insatisfação aos condôminos, mas saiba que os valores gastos com alguma despesa podem ser reduzidos. Separamos algumas dicas que podem ajudar nesta redução.

  • Utilização de portaria virtual: Uma das maiores despesas de um condomínio é com pagamento de salários de porteiros. Por isso, instalar o serviço de portaria virtual pode trazer uma redução considerável no valor da taxa de condomínio.
  • Realização de diversos orçamentos quando da renovação de seguros: São muitas as empresas que fornecem seguros para condomínios. Assim, é importante fazer diversos orçamentos a cada renovação. É claro, levando em consideração o melhor custo/benefício do mercado, observando se as coberturas que oferecidas atendem às necessidades do seu edifício.
  • Contratação de administradoras: Assim como no caso dos seguros, é importante analisar se a administradora do seu condomínio oferece o melhor serviço pelo melhor preço. Faça novos orçamentos e verifique qual a empresa pode oferecer um serviço com segurança e qualidade, por um preço mais adequado ao condomínio.
  • Taxas bancárias: Outro gasto que os condomínios têm é com custos bancários. Os bancos convencionais cobram taxas de manutenção de contas e de emissão de boletos bancários, entre outras. Experimente criar uma conta para o seu condomínio em um banco digital. Em muitos deles não são cobradas essas taxas.

A Consciente Construtora entrega o edifício com todas as condições para o perfeito funcionamento do condomínio, mesmo que isso traga um custo de construção superior. Nossos empreendimentos são entregues com as áreas comuns completamente mobiliadas e com funções de economia de água e energia, o que diminui o valor do pagamento mensal dessa taxa além de garantir uma maior preservação dos meios naturais próximos aos apartamentos. Conheça o Gaia Consciente Home e descubra que morar bem é compatível com economia e contato com a natureza!

Categorias: Investimento

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