24 Mar, 22

Na hora de comprar um imóvel, é bastante comum descobrir diversas situações referentes ao financiamento: são taxas de juros, alíquotas de pagamento, entradas facilitadas que podem ter um grande peso na hora de realizar o pagamento do seu apartamento. Mas, você sabia que além de todas essas variáreis, ainda existem dois índices que corrigem o financiamento de um apartamento? Pois é, os índices TR, que é a Taxa referencial, e o IPCA precisam ser bem entendidos antes de escolher um deles para modelar o financiamento do seu imóvel.

Nem todo mundo sabe, mas quando financiamos um imóvel, o valor venal sofre correções que podem se basear na Taxa Referencial (TR) ou no Índice de preços ao consumidor amplo (IPCA). Em geral, cada contrato precisa de uma correção que seja adaptada de forma positiva para o comprador, e que não gere volumes acumulados de juros. Afinal, ninguém quer sofrer com juros, não é verdade?

Por isso, quanto mais você entende sobre esses índices, melhor consegue determinar e decidir, junto à instituição financeira responsável pelo financiamento do seu apartamento, o que pode ser melhor para o seu contrato. Além disso, você consegue calcular, realmente, quanto pagará por aquele imóvel ao final das parcelas.

Para facilitar essa etapa, preparamos um conteúdo exclusivo para te ajudar entender melhor sobre qual índice escolher já hora de financiar um imóvel: Taxa referencial ou IPCA.

Continue acompanhando e saiba mais!

O que é a Taxa referencial?

Primeiro vamos falar um pouco sobre Taxa Referencial, ou TR, que nada mais é que um índice de correção para cálculo de rendimentos em investimentos como imóveis, por exemplo. Esta taxa também é utilizada para a aplicação de base de juros. Por isso, para decidir por TR ou IPCA, deve-se avaliar qual cálculo se adequa mais às suas pretensões.

Em termos práticos considerando o histórico da TR: a taxa está com uma projeção da TR entre 0,60% e 0,80% ao ano. Porém, a Regra estabelece que a Taxa Referencial volta a ser calculada sempre que a Selic estiver acima de 8,5%, como é o caso agora, com a taxa de juros está em 10,75%.

Com tudo, você sabia que nem todos os investimentos imobiliários sofrem impactos causados pela TR? Isso acontece, por que após o ano de 2017 ele é aplicado apenas em parcelamentos que são inseridos no Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Essa variação deve ser analisada junto ao responsável pelo contrato e da sua negociação junto com a credora..

O que é o IPCA?

Já o IPCA, possui uma vertente diferente pois acompanha a medida oficial da inflação. Com ela, todas as alterações em movimentações financeiras são avaliadas e medidas, podendo se entender qual a melhor e de que forma deve-se ser investido e aplicado. Ela também auxilia na fixação dos valores das parcelas em financiamentos, já que entende e pondera qual foi a variação do mercado, podendo até mesmo tornar as parcelas mais acessíveis.

Em um gráfico de fácil leitura disponibilizado pela Caixa Econômica Federal, podemos entender esses dois medidores de correção, de forma mais tranquila, quando aplicadas em um financiamento. Veja o comparativo:






Fonte:

https://www.caixa.gov.br/voce/habitacao/financiamento-de-imoveis/Paginas/default.aspx#comparativo-TR-IPCA


Uma segunda forma de avaliar a variação no valor das parcelas, segundo a adaptação desses dois corretores financeiros é através de um gráfico simplificado, também disponibilizado pela própria Caixa Econômica Federal.

Nele é possível perceber que os contratos de financiamento possuem variação no valor das prestações e no saldo devedor, tanto em contratos optantes pela TR, quanto em contratos optantes pelo IPCA.



Quais as vantagens de escolher a taxa TR?

Para os contratos corrigidos pela TR, a vantagem é a estabilidade e previsibilidade da prestação que ela oferece, já que desde 2017 o seu índice se mantém praticamente o mesmo em todos os meses contratados. Não sendo corrigido pela inflação geral, o que permiti um financiamento mais estável.

Você sabia que o saldo devedor pode ter seu período de pagamento estendido? Isso mesmo, o período vai depender da modalidade do contrato. Vale alertar que, levando-se em consideração os índices atuais (da TR e do IPCA), em contratos com sistema de amortização SAC, o valor do saldo devedor tem uma redução mais acelerada, no caso da TR.

Porém, mesmo com essa informação inicial, é importante o contato com o financiador para que haja um acordo nas maneiras de finalizar os pagamentos, afinal, cada contrato é diferente.

Em outra análise, os índices atuais da TR e do IPCA em contratos com sistema de amortização SAC, o valor da prestação diminui com o passar do tempo, quando utilizado a TR.

Quais as vantagens de escolher a taxa IPCA?

Através da IPCA, a taxa de juros é bem mais baixa. Porém, as parcelas não serão fixas e poderão sofrer alterações de acordo com as variações dos juros e das movimentações da bolsa. O risco envolvendo a taxa IPCA acontece porque envolve uma variação muito maior que a TR. Por isso, é importante entender que a melhor opção sempre é aquela que se adéqua ao seu perfil.

Ou seja, no IPCA, as prestações aumentam, uma vez que sofre a mesma correção do índice aplicada ao saldo. No segundo caso, o saldo devedor é corrigido mensalmente na data de vencimento das prestações, alterando o seu valor mensal de acordo com o fator de correção. 

Se precisamos conversar sobre vantagens óbvias das taxas, como já demostradas através dos gráficos acima, poderíamos delimitar das seguintes maneiras:

No momento de financiar o saldo devedor de seu apartamento, fique atento às taxas oferecidas pelos bancos e escolha a opção de correção que melhor se enquadra no seu orçamento, levando em consideração o prazo de comprometimento de sua renda. Além disso, não esqueça de analisar alguns fatores que integram o valor final das parcelas, como o sistema de amortização, o valor do imóvel, as taxas do banco, etc. 

Dessa maneira, você consegue estabilizar sua renda, adequar o financiamento ao que é mais fácil para você e garantir maior estabilidade em suas movimentações financeiras.

Gostou do conteúdo? Como entende que essas taxas poderiam modificar os formatos de financiamentos atuais? Compartilhe e continue acompanhando nosso blog! 

Categorias: Investimento

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